Sarina Wiegman ignora críticas e foca em testes para Copa do Mundo

Sarina Wiegman foca em testes e desenvolvimento para a Copa do Mundo, ignorando críticas sobre Maya Le Tissier e outros jogadores.
Sarina Wiegman — foto ilustrativa Sarina Wiegman — foto ilustrativa

A técnica da Seleção Inglesa feminina, Sarina Wiegman, está focada em experimentar e testar novas jogadoras e formações táticas durante a janela de amistosos conhecida como ‘Homecoming Series’, visando a Copa do Mundo de 2027. Apesar do burburinho online com opiniões sobre quem deveria jogar e em qual posição, Wiegman prefere manter o foco em desenvolver a equipe.

Foco em Desenvolvimento e Experimentos

Em entrevista prévia ao Amistoso contra o Brasil no Etihad Stadium, Wiegman destacou a importância desses jogos para testar diferentes opções. “É preciso encontrar oportunidades para experimentar coisas. Não há muitas oportunidades para fazer isso em janelas internacionais. Agora temos esses amistosos e, sim, queremos vencer todos os jogos, mas também é uma oportunidade para tentar coisas novas e ver diferentes jogadoras e combinações. É isso que vamos tentar fazer, pois pode ser o último período em que podemos fazer isso”, afirmou a treinadora.

Wiegman admitiu que, embora não controle a visibilidade e as opiniões públicas, seu objetivo é fazer o melhor para a equipe. “Às vezes, eu realmente quero ver uma jogadora, não importa como o jogo vá, quero vê-la porque queremos aprender. Precisamos nos classificar primeiro, mas é na Copa do Mundo que as coisas se definem”, completou.

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Maya Le Tissier e a Discussão sobre Posições

Uma das reações mais fortes após o anúncio da convocação foi a declaração de Wiegman de que Maya Le Tissier tem como posição principal na seleção a lateral direita. Essa afirmação gerou debate, especialmente com o Manchester United lembrando que a jogadora atuou a maior parte de sua carreira como zagueira. “Eu não reajo às redes sociais”, disse Wiegman. “Eu assisto a Maya o tempo todo e ela faz um ótimo trabalho. Como nossa equipe está construída no momento, com as jogadoras que temos, é mais provável que ela jogue como lateral direita. Eu também sei que ela pode jogar como zagueira pela direita e ela faz um bom trabalho pelo Manchester United e também faz um bom trabalho conosco.”

Apesar de Le Tissier ser uma excelente zagueira, ela também demonstrou ser uma ótima lateral direita, posição que já exerceu nas categorias de base e em clubes anteriores. Com Lucy Bronze voltando de Lesão e Ella Morris fora por um tempo prolongado, a seleção inglesa está com opções limitadas nessa posição.

Sarina Wiegman treinando a seleção inglesa.
Sarina Wiegman em ação com a seleção inglesa.

Desfalques e Novas Convocadas

As mudanças e experimentos planejados por Wiegman podem ser ainda maiores devido a uma série de Desfalques. Hannah Hampton está fora por uma lesão no cotovelo, levando à convocação de Sophie Baggaley. Lotte Wubben-Moy, zagueira do Arsenal, também retornou para casa devido a uma doença. Essas ausências se somam às de Katie Reid, Grace Clinton, Jess Park (concussão) e às lesionadas de longa data Leah Williamson, Lauren Hemp e Lauren James.

Wiegman confirmou que Keira Walsh será a capitã contra o Brasil, na ausência de Williamson e após a Aposentadoria de Millie Bright. “Quando Leah não está disponível, Keira é a capitã”, disse a treinadora.

Apesar de toda a pressão e do debate público, Wiegman pede calma. “Talvez todos nós precisemos relaxar e aproveitar estes quatro jogos, que completarão o calendário da seleção inglesa neste ano”, concluiu.

Fonte: The Guardian

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