Mariano Navone, tenista argentino de 23 anos e atual número 85 do mundo, conhecido por seu sorriso em quadra, revelou uma estratégia pouco convencional que utilizou para buscar patrocínios no início de sua carreira. O principal cabeça de chave do Costa do Sauípe Open estreia nesta quinta-feira no torneio.


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Em 2020, período de grande dificuldade financeira e familiar, Navone adotou o envio de e-mails para empresas na tentativa de conseguir apoio. “Era um momento muito complicado, de bastante compromisso familiar e um desgaste muito grande econômico. Também contei com a ajuda de muitos amigos (inclusive para enviar os e-mails), muita gente solidária, até que consegui o primeiro patrocínio, da Dunlop (marca de raquetes)”, relatou o atleta em Entrevista exclusiva.
Atualmente, Navone celebra o progresso: “E, hoje, praticamente cinco anos depois, ver onde estou e posso me manter é motivo de orgulho.” Seu rival de estreia no torneio baiano, previsto para esta quinta-feira por volta das 13h (de Brasília), será o americano naturalizado libanês Hady Habib, atual 170º do ranking.
Temporada de 2024 e estreia na Copa Davis
O ano de 2024 marcou um divisor de águas na carreira de Mariano Navone. Um dos momentos mais significativos foi a campanha no Rio Open, onde, após passar pelo qualifying, alcançou a final e foi derrotado por seu compatriota Sebastian Baez. Naquela semana, Navone conquistou suas quatro primeiras vitórias em ATPs, garantindo sua estreia no top 100.
Durante o Rio Open, o argentino enfrentou o jovem carioca João Fonseca, de apenas 17 anos, nas quartas de final. Fonseca, por sua vez, também teve uma semana de destaque, vencendo seus dois primeiros jogos em nível de torneio ATP contra Arthur Fils e Cristian Garin.
Em janeiro deste ano, Navone também vivenciou uma experiência marcante ao estrear na Copa Davis. Após uma derrota inicial para Casper Ruud, ele garantiu a vitória da Argentina sobre a Noruega ao vencer Nicolai Kjaer no quinto e decisivo jogo.
“Representar a Argentina é incrível, o máximo. Estar na seleção argentina de Tênis é o maior privilégio para um tenista. Ter vencido o quinto duelo, garantindo a classificação, foi muito especial. Todos os pontos na Davis são importantes, mas conquistar o decisivo foi muito especial”, comentou o tenista.
Elogios à estrutura do torneio e paixão pelo futebol
Apesar dos imprevistos como as chuvas que atrasaram a programação no Costa do Sauípe Open, Navone demonstra bom humor e satisfação com a estrutura do evento.
“A chuva é a mesma em todos os lugares. Às vezes, o vento e a chuva nos acompanham, mas tudo bem. Aqui está chovendo bastante, mas é um lugar muito lindo. O hotel é impressionante, as pessoas são gentis, atenciosas. Algumas delas também trabalham no Rio Open, então já conhecíamos. E ainda temos a facilidade de ir a pé para as quadras, sem precisar de carro. Então, estou muito feliz aqui”, declarou.
Torcedor do Argentinos Juniors, Navone expressou seu desejo de ver o clube conquistar a Copa Libertadores novamente.
O tenista, que é bisneto de brasileira por parte de mãe, também admira o futebol praticado no Brasil. “O nível é muito impressionante, gostava do Alexandre Pato, que jogou no São Paulo, do Neymar, que está agora no Santos, e também do Gabigol.”
Navone descreve a relação com os tenistas brasileiros como amigável, contrastando com a rivalidade vista no futebol. “Há muitos brasileiros treinando na Argentina e vice-versa. Há, também, os treinadores argentinos com brasileiros. Então, não há uma rivalidade como no futebol.”
Ele também mencionou uma forte amizade com o tenista brasileiro Felipe Meligeni, com quem já realizou preparação física e compartilha boas lembranças dos treinos.
Objetivo no Costa do Sauípe Open
Navone almeja replicar o feito de seu compatriota Guillermo Cañas, que venceu o Brasil Open em 2007, um ATP 250 realizado no mesmo resort. “Estou pronto. Que seja eu ou um dos garotos (compatriotas)”, afirmou, confiante.
Fonte: LANCE!