O Juzgado de Primera Instancia número 16 de Valencia admitiu a tramitação da demanda movida pelo Valencia contra a plataforma Netflix e a produtora brasileira Conspiraçao Filmes. A ação judicial se refere ao documentário “Baila, Vini”, no qual o clube alega que imagens e legendas prejudicam sua imagem e a de sua Torcida.
Clubes pedem correções e indenização
O Valencia solicita uma indenização econômica pelos danos causados, além da correção de legendas em determinadas sequências e a inclusão da sentença judicial em caso de condenação. Conforme adiantado pela Radio Valencia, o clube enviou uma petição formal de retificação à produtora em 19 de maio de 2025, exigindo uma “retificação imediata” por considerar “injustiças e falsidades cometidas com a Torcida valencianista”.
Segundo o clube, as imagens exibidas do Estádio Mestalla “não correspondem à realidade”. Diante da falta de resposta da produtora e da Netflix, a entidade decidiu recorrer à justiça.
Acusações sobre legendas e racismo
O clube argumenta que o documentário apresenta imagens com legendas que distorcem os fatos ocorridos durante a partida de 21 de maio de 2023, quando o jogador Vinicius Júnior foi alvo de insultos racistas. Especificamente, o Valencia denuncia que a legenda indica que a torcida entoou “macaco, macaco” em vez de “tolo, tolo”, o que, segundo o clube, configura uma grave falsificação prejudicial à sua reputação.
O Valencia ressalta que agiu rapidamente para identificar os responsáveis pelos insultos racistas, que já foram condenados por um tribunal de Valencia, e defende que esgotou todas as vias possíveis antes de apresentar a denúncia judicial.
O Processo judicial agora seguirá seu curso legal no tribunal valenciano.
Outras entidades também contestam o documentário
Além do Valencia, o sindicato JUPOL, que representa a maioria dos policiais nacionais, também solicitou a retificação do documentário. O sindicato considera que a produção “coloca em dúvida a profissionalidade e neutralidade dos agentes” que atuaram nos fatos, expressando seu “firme repúdio” às insinuações de racismo refletidas na obra.
Fonte: Marca